Para isso, o coordenador das categorias de base da seleção, Alexandre Gallo, fez uma viagem à Europa entre fevereiro e março para visitar categorias de base de clubes europeus que possuem atletas brasileiros. A intenção foi apresentar a eles um projeto da entidade e mostrar que estão sendo observados e podem fazer parte futuramente da equipe de base e futuramente da principal ou olímpica (com atletas de idade até 23 anos).
Ele visitou Manchester United, Manchester City, Benfica, Rio Ave, Vittesse (Holanda), Milan, Udinese e o Hannover, da Alemanha. Nesta sexta, faz convocação para torneios na França e China, em que alguns desses atletas podem estar.
"Cada vez mais nós vamos ter jogadores de alto rendimento jogando na Europa cada vez mais jovens, como aconteceu com o próprio Diego. Demorou um pouquinho, mas ele só foi amadurecer depois. Então é esse mapeamento é que nós estamos fazendo", falou, em entrevista ao UOL Esporte. "Estamos dando a oportunidade para que todo mundo entenda (as intenções da seleção). Foram surgindo nomes de muitos atletas que nós não conhecíamos."
A tarefa não será das mais fáceis no caso de alguns jogadores. Quatro dos jovens que o treinador do time sub-20 e coordenador da base conversou já jogaram ou jogam por seleções menores de outros países (dois por Portugal, um pela Bélgica e outro para a Alemanha). A decisão de alguns deles será indicada nesta sexta-feira, caso aceitem o chamado.
O caso mais emblemático e difícil é de Marcos Lopes, 18 anos, também conhecido como Rony Lopes. Ele é nascido em Belém do Pará e filho de pai brasileiro com mãe portuguesa. Foi com quatro anos de idade para Lisboa. Chegou a jogar no Benfica e hoje é uma das maiores apostas do futebol europeu, atuando pelo Manchester City. O meia canhoto e habilidoso, mesmo tão jovem, já participou de uma partida do time profissional do estrelado elenco azul, que tem no meio atletas como Yaya Touré, Fernandinho, Jesus Navas, David Silva e Nasri.
A tarefa não será das mais fáceis no caso de alguns jogadores. Quatro dos jovens que o treinador do time sub-20 e coordenador da base conversou já jogaram ou jogam por seleções menores de outros países (dois por Portugal, um pela Bélgica e outro para a Alemanha). A decisão de alguns deles será indicada nesta sexta-feira, caso aceitem o chamado.
O caso mais emblemático e difícil é de Marcos Lopes, 18 anos, também conhecido como Rony Lopes. Ele é nascido em Belém do Pará e filho de pai brasileiro com mãe portuguesa. Foi com quatro anos de idade para Lisboa. Chegou a jogar no Benfica e hoje é uma das maiores apostas do futebol europeu, atuando pelo Manchester City. O meia canhoto e habilidoso, mesmo tão jovem, já participou de uma partida do time profissional do estrelado elenco azul, que tem no meio atletas como Yaya Touré, Fernandinho, Jesus Navas, David Silva e Nasri.
Como já atua há muitos anos na seleção portuguesa, a missão não será das mais fáceis. O garoto não deixa claro, mas já indica sua preferência. "Portugal deu todas as condições à minha família e a mim para podermos evoluir e tenho jogado nas seleções de base de Portugal há vários anos. Se há valores em que eu acredito são a humildade e a gratidão, por isso... Tenho a certeza que faria muito feliz a uma parte da minha família se eu um dia defendesse as cores do Brasil. Mas nunca se sabe", falou Rony, há alguns meses, em entrevista ao Esporte Interativo.
Outro caso é o de Andreas Pereira, jovem de 17 anos nascido na Bélgica e filho de brasileiros. Ele atua no Manchester United e já esboçou em entrevistas recentes a preferência pelo Brasil.
Gallo diz que as conversas não só com Rony e Andres, mas com todos os outros foram extremamente positivas. Diz não ter ouvido nenhum "não" como resposta, mas quer evitar que os garotos se sintam pressionados para decisões futuras. Por isso deu um prazo de dois a três meses para que o luso-brasileiro e outros refletissem bem.
"Ele (Rony) não deu nenhuma resposta concreta. Fui bem recebido, e os próprios familiares e os pais estavam lá quando nós fomos ao centro de treinamento do clube e ficaram satisfeitos com a nossa visita. Por enquanto não tive nenhuma resposta negativa e dei esse prazo até o dia 9 de maio, justamente para que tivesse bastante tempo de pensar. Ele está há muito tempo em Portugal. Se vier com a gente será ótimo, se não, vamos torcer para que seja feliz, pois o Brasil sempre será um grande celeiro de atletas", falou Gallo.
"Isso vai ter que ser a escolha deles, não vamos forçar nenhuma situação. Nós estamos apresentando o projeto olímpico e dentro do contexto de bons jogadores, vamos querer sempre que joguem pelo Brasil. É uma decisão única e exclusiva do atleta, não tem como a gente tratar isso de outra maneira. Eles ficaram muito contentes com a nossa ida lá. Nunca tivemos este tipo de trabalho da CBF. Eles ficaram surpresos. Agora demos esse prazo como resposta e vamos voltar a fazer contatos."
Gallo vai anunciar uma lista com 40 nomes, 20 para o Torneio de Toulon e outros 20 para o de Seng Du, na China. O torneio francês é um dos mais tradicionais das categorias de base mundial e foi vencido no ano passado pela seleção.
O coordenador já faz seu trabalho visando dar experiência e formar um grupo que tem como grande objetivo nos próximos anos a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.
"Temos um grupo que queremos manter até 2016 e fazer um trabalho de excelência para a tão sonhada medalha. Agora temos dois anos para trabalhar e fazer várias convocações. Estamos focando com uma antecedência inédita."
Fonte: Uol Esportes






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